quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Batismo de Crianças

Batismo de Crianças


E naqueles dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia,

E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.

Mateus 3

Repare que o texto refere-se explicitamente ao critério do arrependimento ou seja: alguém só pode se arrepender de algo se o tiver praticado, como nos mostra o Dicionário Aurélio: (Sentimento de quem se arrependeu ou se arrepende de algo).

Observamos nesta situação que o individuo em questão, tem que ter praticado algum tipo de ato infracinal para haver arrependimento. Caso contrário como poderia se arrepender?

A Bíblia Sagrada nos mostra claramente No Novo Testamento, somente os crentes foram batizados. Veja Atos (2:38 E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; Mt 3: 5-6 Então ia ter com ele Jerusalém, e toda a Judéia, e toda a província adjacente ao Jordão;

Isto não nos deveria surpreender, porque em João 6:45 Jesus tinha dito: "E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim". A pessoa tem que, primeiro, ouvir e aprender o evangelho e depois vem a Cristo, no batismo. O crente que se arrepende é a única pessoa que pode ser batizada, de acordo com as Escrituras.

Quando nos lembramos do propósito do batismo do Novo Testamento, torna-se óbvio por que nenhuma criança foi batizada. O batismo é para lavar os pecados de um homem (Atos 22:16). Uma criança não necessita de batismo porque ela nunca pecou. Alguns argumentam, erradamente, que embora as crianças nunca tenham pecado pessoalmente, elas herdaram o pecado. A Bíblia ensina que o pecado é cometido, não herdado (Ezequiel 18:20; 1 João 3:4). Uma vez que, quando somos convertidos, tornamo-nos como crianças, sabemos que as crianças são sem pecado (Mateus 18:3). Uma criança é pura; ela não cometeu nem herdou nenhum pecado.

Deveriam as crianças ser batizadas? Não. A Bíblia mostra que as crianças não devem ser batizadas. Somente quando um homem está amadurecido o suficiente para crer e arrepender-se, o batismo limpará seu coração e fará dele um filho de Deus.

A Bíblia por si só nos revela que as crianças não tem do que se arrepender, logo não tem necessidade de passar pelo batismo.

Jesus, porém, disse: Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim; porque dos tais é o reino dos céus. Mt 19: 14.

Se o reino dos céus pertencem as crianças segundo as palavras do próprio Jesus, como podemos impor os desígnios enganosos do coração humano em tão importante mandamento?

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O CULTO A MARIA

Luz da Bíblia e da Históriar,
1) Ao término de todos os capítulos, constam, de persi, suas respectivas Notas Referenciais;
2) As citações bíblicas, salvo outras indicações, são extraídas da Bíblia Sagrada. Trad. pelo Pastor João Ferreira de Almeida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil. Ed. Revista e Corrigida, 1995.

CAPÍTULO I
O CULTO A MARIA
1.1. A Igreja Católica cultua a Maria
Segundo o catolicismo, Maria deve ser cultuada, tanto direta, quanto indiretamente, conforme a seguir exposto:

1.1.1. Culto direto
Na Igreja Católica “A Santíssima Virgem ‘é legitimamente honrada com um culto especial, [...] inteiramente singular’” [...].[1] [...] “os fiéis devem venerar [...] a memória ‘primeiramente da gloriosa sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e de nosso Senhor Jesus Cristo’ ”.[2] A esse culto “especial e singular” (conhecido por marianismo), que os católicos devotam a Maria, a Igreja Católica chama de hiperdulia (de hiper+dulia). Dulia designa o culto que os católicos prestam aos Santos e aos anjos; e hiper salienta a magnitude e singularidade desse culto. A hiperdulia reserva-se, por isso, a Maria. Aurélio diz deste vocábulo o seguinte: [...] “Forma especial e excelente de culto aos santos, reservada, por isso, a Nossa Senhora: ‘O culto a Maria _ a hiperdulia _ quase constitui uma religião à parte no decorrer dos séculos XII e XIII.’ (Guedes de Miranda, Eu e o Tempo, p. 17) [...]”.[3] E o Padre Dom Estêvão Bettencourt confirma: "A eminência do culto a Maria foi expressa pelo Concílio de Nicéia II, em 787, mediante o termo 'hyperdulia' (superveneração), ao passo que os demais Santos são cultuados em 'dulia' (veneração)".[4]
É de domínio público que os protestantes crêem que o culto a Maria é transgressão da Lei de Deus, o único que, na ótica evangélica, merece culto. Representando o parecer dos evangélicos típicos, os autores John Ankerberg e John Weldon pronunciam contra o culto a Maria, dizendo que a hiperdulia não é uma doutrina genuinamente cristã, e tacham-na de “especial adoração” a Maria.[5] Deste parecer evangélico, porém, os clérigos católicos discordam, pois sustentam que não devotam a Maria o culto de adoração, devido somente à Trindade, mas sim, um culto menor, do qual disseram: “Este culto [...] difere essencialmente do culto de adoração que se presta ao Verbo encarnado e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo”.[6] E: [...] “adoração [...] só compete a Deus” [...].[7] E, segundo o Instituto Cristão de Pesquisas, a esse culto maior, que os católicos dizem tributar só a Deus, a cúpula católica dá o nome de latria.[8] De fato, o Vaticano II garante que o culto a Maria “de nenhum modo diminui o culto latrêutico dado a Deus Pai por Cristo no Espírito”.[9] Deste modo fica claro que, segundo os clérigos católicos, o que eles chamam de culto a Maria, não extrapola os limites da veneração que lhe é devida, ficando, por isso, aquém do supremo culto de adoração só cabível a Deus. Sim, o clero católico também prega que realmente é pecado grave adorar a Maria. E como os protestantes se portam diante desse argumento católico? Os que não possuem formação teológica (e são a maioria), retrucam que o verbo venerar é sinônimo de adorar, e que, portanto, os católicos adoram, sim, a Maria. Pelo menos parcialmente, esta réplica me parece inconsistente, visto que a Bíblia nos manda venerar o matrimônio: “Venerado seja entre todos o matrimônio” [...] (Epístola aos Hebreus, cap. 13, v. 4). Este texto bíblico prova que o verbo venerar pode (dependendo do contexto) se referir ao respeito, reverência, consideração, estima, e assim por diante, que se deve a tudo que é louvável. Logo, não é errado venerar a Maria. Não há sequer um evangélico típico que não venere a mãe de Jesus. Um verdadeiro evangélico venera Maria, venera os pais, venera a pátria, venera os idosos, venera o cônjuge, etc. Mas, paralelamente, crêem os protestantes que os católicos extrapolam os limites bíblicos naquilo que chamam de veneração a Maria. E justificam esta postura teológica, alegando que é possível venerar a Maria sem ajoelhar-se diante de suas estátuas e/ou estampas, cantar-lhe louvores, acender-lhe velas, chamá-la de medianeira entre Deus e os homens, nossa única advogada, nosso único refúgio, nosso único asilo, porta do Céu, Rainha dos anjos, Nossa Senhora, Co-redentora, etc.
1.1.2. Culto indireto
Pregam os líderes espirituais dos católicos que o culto que eles prestam às imagens de Maria, na verdade é dirigido a esta, e não àquelas. Aclarando: Os católicos cultuam à mãe de Jesus através das imagens dela. Neste caso, cultuar a uma imagem de Maria, é cultuar à mãe de Jesus indiretamente. Veja o seguinte fragmento:

O culto cristão de imagens [...] se dirige ao modelo original, e “quem venera uma imagem, venera nela a pessoa que nela está pintada”. A honra prestada às santas imagens é uma “veneração respeitosa”, e não uma adoração, que só compete a Deus: O culto da religião não se dirige às imagens, em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens [...]. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é imagem [...]. O culto às imagens sagradas está fundamentado no mistério da encarnação do Verbo de Deus. [10]

Este argumento não demove os protestantes, da sua decisão de não cultuar a criatura alguma - quer direta, quer indiretamente -, e o retrucam assim: Qualquer culto, cujo objeto não seja (exclusiva e diretamente) a Trindade, é idolatria, isto é, culto a ídolo. Esses cultos (culto aos Santos, aos anjos e a Maria, quer direta, quer indiretamente) são, na melhor das hipóteses, desnecessários, já que os profetas e os apóstolos, bem como todos os cristãos do Século I, passaram muito bem sem os mesmos, conforme atestam a Bíblia e a História secular. Aliás, veremos adiante que alguns teólogos católicos também pensam assim.

1.2. O clero católico não adora a Maria?!
Há pouco, anotamos que os clérigos católicos pregam que realmente só Deus é digno de adoração, e que, por isso mesmo, também não adoram a Maria, mas que tão-somente lhe prestam culto. E ainda explicam que esse culto é sinônimo de veneração. Mas o Pastor Tony Armani, representando a opinião evangélica, rebate: [...] “a Bíblia rejeita esse tipo de [...] veneração [...] definitivamente repudiada por Jesus Cristo: ‘... Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele prestarás culto’ (Mateus 4. 10)”.[11] Sim, Armani recorre ao fato de a Bíblia dizer que só a Deus se pode prestar culto, bem como adorar, como prova de que o clero católico está equivocado. Aos protestantes parece, pois, que dizer “cultuo a Maria, mas adoro só a Deus”, é tão inusitado quanto dizer “adoro a Maria, mas cultuo só a Deus”.
Há diferença entre adorar e cultuar? "Não, mil vezes não!" diria qualquer protestante típico. Tanto na nossa língua portuguesa, como nos idiomas originais da Bíblia (hebraico e grego), o verbo adorar é sinônimo de cultuar. Eis as provas de que assim é:

A) Em Português: Aurélio define adorar, de diversas maneiras, entre as quais, Render culto a (divindade) e prestar culto de adoração.[12]
Certamente o leitor não ignora que frases, orações e até palavras, devem ser consideradas à luz do contexto. E esta regra não admite exceção. Por este motivo, o mesmo Aurélio nos diz que estas palavras podem ainda significar amar extremamente, gostar muitíssimo de, etc. Por conseguinte, das frases adoro maçã e cultuo às letras, não se depreende o ato religioso de adoração;

B) Em Hebraico: Demonstro a seguir, que o visto acima em relação aos vocábulos adorar e cultuar em Português, se vê também (como já fiz constar) nos idiomas em que a Bíblia foi escrita. Eis as provas: Vine nos diz que adorar (do hebraico sãhãh), pode tratar-se do ato de adorar (a Deus), ou simplesmente se referir ao ato de se curvar diante de um superior ou soberano, como Davi e Rute respectivamente se curvaram diante de Saul e Boaz (1 Samuel, cap. 24. v. 8; Rute, cap. 2. v. 10).[13]

C) Em Grego: O mesmo Vine, sob o verbete adorar, às pp. 374-375, fornece uma lista de cinco verbos e três substantivos gregos, relacionados com a devoção a Deus. Referindo-se ao último substantivo (portanto, ao oitavo vocábulo da série, a saber, threskeia), nos inteira tratar-se da palavra traduzida por culto em Colossenses, cap. 2. v. 18, onde se proíbe prestar culto aos anjos. Isto esclarece que, de acordo com renomados dicionaristas, não há qualquer diferença entre adorar e cultuar. Estas palavras, tanto nas línguas originais da Bíblia (Hebraico e Grego), quanto em Português, variam de significado de acordo com o todo das frases em que forem inseridas, oscilando entre adorar (ou cultuar) a Deus e homenagear (ou reverenciar) a um soberano, ou a uma pessoa superior. Embora, como já observado acima, tenhamos a palavra dulia, que, também dependendo do contexto, trata do serviço sagrado prestado a Deus. Logo, os católicos poderiam até, à guisa de subterfúgio, dizer que não prestam a Maria a adoração suprema, devida só a Deus, mas sim, uma adoração menor, a qual, embora compatível com sua elevada dignidade de Mãe de Deus, é, entretanto, inferior à adoração latrêutica tributável exclusivamente à Santíssima Trindade. Mas simplesmente dizer que não adoram a Maria é, na concepção evangélica, subestimar a inteligência dos que divergimos desse tipo de culto. Sim - questiona o protestantismo -, se o ato de ajoelhar-se aos pés das estátuas de Maria, dirigir-lhe rezas, acender-lhe velas, cantar-lhe hinos de louvores, conferir-lhe funções e títulos próprios do Senhor Jesus Cristo (Senhorio, Mediação entre Deus e nós, Advocacia dos pecadores, Refúgio, Porta do Céu, Escada do Paraíso, Estrela da Manhã, Arca da salvação, Co-redenção dos pecadores, etc.), não é adorá-la, que falta ainda? O que os católicos entendem por adoração?
A cúpula católica reconhece, segundo me consta, que adorar e venerar são (dependendo do contexto, é claro) termos equivalentes entre si. Senão, veja este exemplo:

[...]“exprimimos a nossa fé na presença real de Cristo sob as espécies do pão e do vinho,... dobrando os joelhos, ou inclinando-nos profundamente em sinal de adoração do Senhor. ‘A Igreja católica [...] professa este culto de adoração que é devido ao sacramento da Eucaristia [...] conservando com o máximo cuidado as hóstias [...] expondo-as aos fiéis para que as venerem com solenidade, levando-as em procissão’ ”.[14]

Vimos que as palavras adorar e venerar são alternadas por eles como equivalentes entre si. Será que isso se deu por um lapso? Se sim, mais cedo ou mais tarde, é provável que esse “erro” sofra “correção”.
Afinal, pode ou não pode venerar a Maria? Ora, até o caro leitor é digno de veneração, se entendemos esta palavra como sinônimo de respeito, reverência, estima, apreço... Mas no catolicismo, como bem o confessou o Padre Dom Estêvão Bettencourt supracitado, a Maria dá-se uma superveneração, sinônimo de hyperdulia, cujas definições já sabemos. Vimos que de acordo com o catolicismo, esta superveneração a Maria é um culto especial, inteiramente singular, aquém do devido a Deus, mas além do que se presta não só aos demais seres humanos, como também superior à devoção cabível aos demais Santos. Sim, leitor, no jargão católico, a “veneração” prestada a Maria, está além do respeito recíproco que deve haver entre nós, bem como supera a veneração abordada no livro bíblico Epístola aos Hebreus, cap. 13, v. 4, ultrapassando até mesmo a veneração que devemos aos demais Santos: João, Paulo, Ana, Pedro, Hulda, Moisés, etc. E considerando que os clérigos católicos sabem, como já provamos acima, que venerar pode ser sinônimo de adorar (visto terem confessado que os católicos devem venerar a hóstia, à qual não negam o culto de adoração), a frase "não adoramos a Maria, mas só a cultuamos ou veneramos", soa aos ouvidos dos protestantes como meras parolas. Os protestantes observam, então, em que consiste isso que os católicos chamam de veneração a Maria, e rejeitam-na, por julgarem que a mesma é equivalente à adoração que a Bíblia manda tributar só a Deus. O argumento evangélico é que se deveras os católicos não adoram a Maria, então não adoram a Jesus também; e se adoram a Deus, então adoram a Maria. Relembramos que não encontramos em toda a Bíblia, nenhum servo de Deus, prestando a qualquer criatura (quer humana, quer angelical; quer já tenho morrido, quer esteja viva), esses cultos que os católicos rotulam de dulia e hiperdulia.
Concluímos que as palavras adorar e cultuar podem ser usadas, tanto no âmbito religioso, quanto no secular; e que não têm, de per si, nenhuma diferença. Isto é, no âmbito religioso, tanto adorar,como cultuar referem-se à homenagem que se presta a Deus, ou aos deuses. Já no âmbito secular, estes dois vocábulos significam "gostar muito de", "ter em alta estima", "reverenciar", etc. E que tipo de culto a Igreja Católica tributa a Maria? Secular ou religioso? Religioso, é claro. Aliás, confessam os clérigos dessa religião, que esse culto é intrínseco ao culto cristão, como veremos mais adiante. E nem precisariam fazer essa confissão, já que é tão óbvio que assim o consideram. Atentemos para o fato de que nem mesmo os demais Santos, que não são cultuados pelos católicos na mesma intensidade que Maria (a esta, hiperdulia; àqueles, dulia), são cultuados no sentido secular desta palavra. Bem, pelo menos a mim, os católicos jamais prestaram hiperdulia, nem tampouco dulia.

1.3. A origem e a data do culto a Maria
Quanto à origem e data do marianismo, vejamos a exposição abaixo:
1.3.1. Controvérsia entre os católicos
Há controvérsias entre os teólogos católicos quanto à idade e origem do culto a Maria. Por exemplo, a Bíblia apologética nos informa que o livro católico O Culto a Maria Hoje (elaborado por diversos teólogos, sob a liderança do teólogo católico Wolfgang Beinert), reconhece que essa prática era desconhecida dos cristãos primitivos: [...] “Não podemos dizer que a veneração dos santos _ e muito menos a da Mãe de Cristo _ faça parte do patrimônio original”.[15] Esta pronunciação, da qual não divergem os protestantes, não se harmoniza com o que foi definido no decurso do Concílio Vaticano II, ocorrido na década de sessenta do século XX (cujas decisões estão em pleno vigor, já que depois disso não houve outro concílio ecumênico), visto que neste Sínodo, referindo-se ao culto a Maria se disse com todas as letras: “Este culto [...] sempre existiu na Igreja” [...].[16] Não há, portanto, unanimidade entre os teólogos católicos, quanto à origem e data do culto a Maria e aos demais Santos. O Vaticano II garante que esse culto sempre existiu na Igreja. No entanto, os teólogos católicos autores de O Culto a Maria Hoje asseveram que “Não podemos dizer que a veneração [...] da Mãe de Cristo [...] faça parte do patrimônio original”. E agora José?
O fato de BEINERT dizer que os cristãos primitivos não veneravam a Maria e aos demais Santos, nos ajuda a entender que no vocabulário católico, o conceito de venerar não é o mesmo que ter em alta estima, reverenciar, respeitar, homenagear, etc.; visto ser óbvio que os cristãos sempre reverenciaram a Maria, a Moisés, a Abraão, aos apóstolos... Logo, no livro em questão no presente subcapítulo, venerar é mais que homenagear. Refere-se ao culto que os católicos prestam aos Santos, classificados em dulia e hiperdulia.
Quem está certo, o Concílio Vaticano II, que sustenta que o culto a Maria sempre existiu na Igreja, ou Beinert e sua equipe que asseveram que o culto a Maria é inovação? No próximo subcapítulo respondo a esta pergunta, mostrando que Beinert e sua equipe não estão equivocados, pois veremos que os elaboradores de O Culto a Maria Hoje têm renomados autores, bem como a História Universal, a seu favor. Eles não estão sós. E eu me uno a eles e aos autores que os ombreiam.

1.3.2. O marianismo à luz da História Universal
Constam de diversos compêndios, que no ano 313 d.C., o imperador Constantino I fez do cristianismo a religião oficial (de fato, e não de direito) do Império Romano. Ao fazer isso, concedeu ao cristianismo inúmeras vantagens. A Igreja, a partir daí, de perseguida tornou-se a religião da moda, de status e rentável. Assim, muitos pagãos interesseiros se tornaram cristãos de fachadas. Esse horroroso quadro piorou, quando Constantino II, O Jovem, que sucedeu Constantino I, “decretou a pena de morte e o confisco de propriedade, para todos os adoradores de ídolos” [...].[17] O Imperador Teodósio I, que oficializou (agora de direito, e não apenas de fato) o cristianismo em 380 d.C., deu continuidade à intolerância religiosa encabeçada por Constantino II, obrigando os pagãos a se tornarem cristãos.[18] Veja ratificação a seguir:

Teodósio [...] suprimiu o culto pagão em todos os lugares e de maneira absoluta. Os [...] funcionários receberam por toda a parte ordem de perseguir o culto pagão; os cristãos fanáticos tiveram toda a liberdade de o combater pela violência. Assim desapareceu o paganismo [...].[19]

E a junção desses dois fatores (as regalias que a partir de Constantino I foram conferidas à Igreja, somadas ao triste fato de que o cristianismo tornou-se religião imposta pela força imperial) fizeram do cristianismo a religião da maioria. Mas esses “cristãos” conservaram uma boa porção das crenças pagãs. Eles saíram do paganismo, mas o paganismo não saiu deles. Conseqüentemente, sincretizaram o paganismo com o cristianismo, implantando no seio da Igreja o culto a Maria. Culto este que, segundo parece, alguns “cristãos” do Egito já vinham praticando, como ato isolado, desde o século III, pois já oravam a Maria nestes termos: “‘A vós recorremos, Santa Mãe de Deus’” [...].[20] Aclarando: Esse casamento do cristianismo com o paganismo, de que falamos, se deu assim: Os pagãos cultuavam a muitos deuses e desusas. Essas divindades tinham, de per si, sua (s) especialidade (s) definida (s). Seus respectivos pontos geográficos de ação, também eram circunscritos: Minerva – deusa latina da sabedoria; Hermes – deus grego da eloqüência, do comércio, dos ladrões, e o mensageiro dos deuses. Era também o deus da cultura física; Diana - deusa da caça, que os romanos identificaram com a Ártemis grega; Apolo – deus grego da luz, das artes, e da adivinhação; Osíris – deus do antigo Egito, protetor dos mortos, etc.[21] Ao se tornarem “cristãos” à força e/ou por razões escusas, os pagãos substituíram o antigo culto aos deuses, pelo culto aos anjos e aos grandes vultos do cristianismo: os apóstolos, Maria, e outros. Segundo renomados autores, até mesmo as estátuas dos deuses foram reaproveitadas no culto a Maria e aos demais Santos. Não é, pois (segundo tais eruditos), por mera coincidência que os Santos católicos também têm suas respectivas funções: Santo Antônio - casamenteiro; São José – padroeiro da boa morte; Santa Edwiges - padroeira dos endividados, etc. Note ainda, que similarmente aos deuses dos pagãos, os Santos católicos também têm seus pontos geográficos mais ou menos delimitados: São Sebastião – padroeiro do Rio de Janeiro; Nossa Senhora do Guadalupe – padroeira da América Latina e, em particular, do México; Nossa Senhora de Fátima – padroeira de Portugal; Nossa Senhora Aparecida – padroeira do Brasil, etc. E, quanto ao culto a Maria, nenhum historiador ignora a adoração que os pagãos prestavam a uma deusa conhecida por Grande Mãe. O culto a essa deusa converteu-se em culto à Mãe de Deus. Eis a seguir algumas transcrições que ratificam o que afirmamos:

A fim de aumentar o prestígio do sistema eclesiástico apóstata, os pagãos foram recebidos dentro das igrejas independente da regeneração pela fé, e foram permitidos abertamente reter seus signos pagãos e símbolo. [22]

O édito de tolerância de Constantino, que tornou o cristianismo, a religião preferida, atraiu a afluência de milhares de adeptos das religiões pagãs. Essas pessoas foram portadoras de muitas de suas crenças, superstições e devoções pagãs. Sua adoração a Ísis, Isthar, Diana, Atena, etc., foi transferida a Maria. Dedicaram-lhe estátuas e se ajoelharam diante delas, orando como haviam feito antes às deusas pagãs. Às imagens de seus antigos deuses eram dados agora nomes de santos.[23]

Então, esses “cristãos” nominais levaram suas práticas pagãs para a Igreja de Roma [...]. Aos poucos as imagens pagãs foram substituídas por imagens cristãs; os deuses pagãos, substituídos pelos deuses cristãos (os santos bíblicos) e, na esteira desse sincretismo religioso, a Santa Maria surgiu como “Mãe de Deus”, “Senhora”, “Sempre Virgem”, “Concebida sem pecado”, Assunta aos céus”, “Mediadora e Advogada”, Co-Redentora.[24]

O historiador Severino Vicente da Silva, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), disse:

As deusas celtas foram absorvidas pela figura de Maria. Onde houve anteriormente à chegada do cristianismo um culto mais organizado em torno de uma divindade feminina, Maria surge como uma intermediária entre as culturas que se chocam; [25]

A historiadora Claudete Ribeiro de Araújo, do Centro de Estudos de História da Igreja na América Latina, também asseverou: [...] “o culto mariano nasceu [...] como substituto da adoração à Grande Mãe, um (sic) figura que pode ser encontrada em várias religiões e culturas pagãs" (Ibidem); e o famoso historiador Chantepie de la Saussaye registrou:

Tudo o que [o paganismo] continha, quanto a elementos vivos, passara ao cristianismo, que, desde então, abundantemente provido de pensamentos e de fórmulas greco-romanas, se encontrava em condições de desempenhar a sua missão no mundo. (SAUSSAYE, 1940:820);

Não destoando dos peritos supracitados, sustentou o Instituto Cristão de Pesquisas (ICP): “Dessa forma, o culto aos santos e a Maria substituiu o dos deuses e deusas do paganismo”.[26]

Os pagãos foram tão meticulosos ao casar o paganismo com o cristianismo, que conferiram auréolas ou círculos às imagens de Maria e outros Santos, assim como às imagens de Cristo, do mesmo modo que antes haviam feito aos seus deuses: “Os pagãos colocavam um círculo ou auréola ao redor da cabeça daqueles que eram ‘deuses’ em suas pinturas. Esta prática continuou [...] na [...] igreja romanística” (WOODROW, 1966:37).

1.3.3. O clero católico sabe
Os clérigos católicos não negam que o culto aos santos vem do paganismo, e que se deve a isso a semelhança existente entre os deuses e os santos católicos, o que reforça a sólida base sobre a qual nos apoiamos, e nos poupa da necessidade de provarmos a veracidade de nossas fontes. Entremos então na seara católica, e coletemos de lá uma amostra da aquiescência do seu clero, sobre este assunto. Ei-la:

Tornou-se fácil transferir para os mártires cristãos as concepções que os antigos conservaram concernente aos seus heróis. Esta transferência foi promovida pelos numerosos casos nos quais os santos cristãos tornaram-se os sucessores das divindades locais, e o culto cristão suplantou o antigo culto local. Isto explica o grande número de semelhanças entre deuses e santos (WOODROW, 1966:35, citando The Catholic Enciclopedia, v. IX, pp. 130-131. Grifo nosso).

A palavra heróis, constante do último texto supra transcrito, refere-se aos deuses do paganismo: [...] "'herói' no sentido pagão [...] de grandes vultos humanos divinizados" [27]

1.4. A exegese de hiperdulia
“Dulia” é palavra grega, a língua original na qual se escreveu o Novo Testamento. Trata-se do verbo grego douléuõ, e significa servir. Disse o apóstolo Paulo: [...] “sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor” (Romanos, cap. 12. v. 11, grifo nosso). Neste caso, o gerúndio servindo é a tradução de douleuôn. Aqui se manda, pois, servir ao Senhor. Logo, a Bíblia manda prestar dulia a Deus. E, sendo assim, neste caso este vocábulo trata da nossa submissão ao Senhorio de Cristo. Deste modo, o que a Bíblia nos manda prestar a Deus, na Igreja Católica se presta aos Santos e aos anjos, como já demonstramos. E, como Maria merece uma devoção especial e inteiramente singular, dulia fica aquém do devido, por cujo motivo lhe tributam hiperdulia. O que a Bíblia nos manda tributar a Deus, o clero católico acha que está aquém dos méritos de Maria? Estaria ela acima do próprio Deus? Julgue o leitor e tire suas próprias conclusões.

1.5. “Deus mandou fazer imagens”
É do conhecimento de todos os leitores da Bíblia que, segundo a mesma, Deus proibiu confeccionar imagem de escultura, assim como também mandou fabricá-las. Está escrito: “Não farás para ti imagem de escultura [...]. Não as adorarás, nem lhes darás culto” [...].[28] Amiúde os protestantes recorrem a este texto e outros correlatos, em repúdio ao culto às imagens, culto este incentivado pelos líderes católicos. Estes, porém, recorrem ao seguinte argumento:

[...] o texto de êxodo 20. 4-5 não era uma proibição absoluta, mas condicionada por circunstâncias em que vivia o povo de Israel, haja vista que o próprio Deus mandou que se confeccionassem imagens sagradas (Êx 25. 17-18; 1 Rs 6.23-29; 7. 23-28; 1 Cr 228-13). (Bíblia Apologética. Op. cit., p. 101).

Entretanto, em resposta a esse argumento, a mesma Bíblia Apologética, representando a opinião evangélica, responde que

[...] Se os filhos de Israel tivessem [...] cultuado esses objetos [...], Deus mandaria destruí-las. Foi isso que aconteceu com a serpente de bronze, levantada por Moisés no deserto, quando se tornou objeto de culto (2 Rs 18.4) (Ibidem, p. 102).

Isto prova que os evangélicos também entendem que a proibição constante de Êxodo, cap. 20, vv. 4-5 diz respeito à confecção de imagens dos deuses, para fins de culto a estes. E que, é exclusivamente neste sentido, que tais imagens devem ser desdenhadas. Mas os pagãos que se fingiram de convertidos ao cristianismo no século IV, muito longe de desdenhar tais imagens, adaptaram-nas ao culto cristão, como já documentamos. E assim permanece até hoje, como vimos. Isto posto - crêem os protestantes -, o culto às imagens de Maria transgride sim, o prescrito em Êxodo, cap. 20, vv. 4-5, quanto às imagens dos ídolos. Esta postura evangélica é científica, visto estar tão bem calcada na História, que a própria Igreja Católica não ousou negar, como vimos enquanto apreciávamos um fragmento pinçado da The Catholic Enciclopedia, op. cit.). Ora, fica estabelecido uma vez por todas, que os protestantes não discordam do uso de imagens em si, mas sim, do emprego das mesmas no culto, principalmente se esse culto não for rendido exclusivamente a Deus. Deste modo, claro está que as estátuas de Getúlio Vargas, Tiradentes, Marcílio Dias, e outros vultos nacionais não sofrem o repúdio dos protestantes. Certamente, se nos dias apostólicos existissem máquinas fotográficas, e se os apóstolos tivessem sido fotografados, nenhum protestante hesitaria possuir uma foto deles. Igualmente, se algum contemporâneo dos apóstolos, tivesse esculpido estátuas ou desenhado imagens que deveras contivessem seus traços, que tais ícones seriam estimados pelos evangélicos, como também veneram as fotos de seus parentes e amigos, bem como reverenciam as estátuas e bustos de seus patrícios, cujo patriotismo os destacou. Talvez desdenhassem tais ícones (refiro-me às inexistentes estátuas e fotos dos apóstolos), por temer estar induzindo outrem à idolatria, e não por acreditar que tal ato fosse em si mesmo, pecado.
Dissemos que “talvez desdenhassem tais ícones, por temer estar induzindo outrem à idolatria”. É razoável supormos isso? Cremos que sim, pelo seguinte: Se estátuas feitas por quem não conheceu os apóstolos (e portanto, não trazem seus traços físicos), já são tão cultuadas, que não fariam aos retratos de Maria, de Cristo, dos apóstolos, e outros grandes vultos do cristianismo, se tais fotos, estátuas e desenhos existissem?

1.6. Imagens fenomenais
Que dizem os católicos sobre os fenômenos atribuídos às imagens de Maria? Vejamos:

1.6.1. Posição oficial
Há muitas provas de que os pagãos atribuíam às estátuas de seus deuses intrigantes fenômenos. Referindo-se esses ídolos, a Bíblia Apologética op. cit., observa que [os pagãos] “Acreditavam [...] que a divindade se fazia presente por meio dessa prática” (Ibidem). Ademais, consta da Bíblia que os pagãos criam que a imagem da deusa Diana havia descido de Júpiter (Atos dos Apóstolos, cap. 19, v. 35). Estes fatos históricos nos ajudam a entender, que também neste aspecto o marianismo perpetua uma prática pagã, já que às imagens de Maria se atribuem notáveis fenômenos. Obras oficiais da Igreja Católica, como é o caso do livro Maria, Por que Choras?, impresso sob o imprimatur do Reverendíssimo Eugene J. Driscoll, nos dizem que as estátuas de Maria têm chorado, sangrado, sorrido, exalado fragrância, e até falado.[29] Em abono a essa fé católica - de atribuir o sobrenatural às imagens de Maria -, fé esta que os protestantes tacham de superstição e pecado de idolatria, o dito livro Maria, Por que Choras? registra as seguintes palavras do Papa João Paulo II: “Se a virgem chora, isto quer dizer que tem seus motivos” (Ibidem, p.1). Num panfleto católico, em poder deste autor, distribuído pelos promotores da campanha católica Vinde Nossa Senhora de Fátima, não tardeis, afirma-se textualmente que os olhos da estátua de Nossa Senhora de Fátima “já choraram milagrosamente 14 vezes!”. Consta no verso do dito panfleto, fac-símile de uma carta remetida pelo Cardeal Sílvio Oddi, ao Reverendíssimo Cônego José Luiz Marinho Villac, ardoroso apoio do Vaticano, pelo empenho desse Cônego na coordenação da supracitada campanha. E estas informações de primeira mão, nos impelem a crer, que o ex-Padre Aníbal não foi, necessariamente, fantasioso (ou até mesmo mentiroso), quando registrou às páginas 13-14 de seu livro A Senhora Aparecida, que a estátua de Nossa Senhora Aparecida teria (segundo crença católica difundida até por clérigos) fugido da casa do devoto Felipe Pedroso, rumo ao alto de uma colina. Desta colina trouxeram-na em vão, visto que para lá regressou ela. Donde inferiram que Nossa Senhora queria que ali se construísse para si uma capelinha. O que tudo se executou com muita presteza!

1.6.2. Controvérsia entre os católicos sobre as imagens de Maria
Bem, vimos que a posição oficial da Igreja Católica quanto aos prodígios atribuídos às imagens de Maria, é que tais ícones realmente podem chorar, sorrir, sangrar, exalar perfume, falar. Assim pensava o Papa João Paulo II, bem como ainda pensam expoentes membros do clero católico, como é o caso dos Reverendíssimos Sílvio Oddi, José Luiz Marinho Villac, Albert J. Hebert e Eugene J. Driscoll, como acima exarado. Mas nem todos os católicos pensam assim. Até mesmo entre o alto clero católico há quem pense diferente. Entre estes, há os que suspeitam tanto da sinceridade, como da intelectualidade dos que crêem nessas coisas. Por exemplo, o cardeal-arcebispo Dom Aloísio Lorscheider, afirmou destemidamente: “Eu não acredito em imagem de Nossa Senhora que chora. Os bobos correm atrás disso pois não sabem quantas mutretas há por trás de coisas assim” (ANKERBERG e WELDON, 1997:81, Apêndice, citando a revista Veja, de 22, mai. 1991, p. 32, grifo nosso). Esta ousada declaração é comprometedora, pois assim esse cardeal põe em xeque a idoneidade de expoentes clérigos da mesma envergadura que ele, que piamente confessam crer na autenticidade desse fenômeno. Aliás, Dom Aloísio abalou as estruturas da própria Igreja Católica, já que a crença no fenômeno por ele rebatido, visto por ele como bobagens e/ou mutretas, não é exclusiva dos leigos, nem tampouco próprio dos católicos não–praticantes (e por isso, mal informados), pela qual não seja justo, portanto, que a Igreja responda; mas reconhecido oficialmente pela Igreja Católica, como já demonstramos, quando nos reportamos ao livro Maria Por que Choras?, e ao panfleto com o Brasão do Vaticano, sustentando que a estátua de Nossa Senhora de Fátima já chorou 14 vezes. Bem, se os que crêem nisso são bobos que ignoram as mutretas que há por trás dessas coisas, que pensa Dom Aloísio do Cardeal Sílvio Oddi, do Reverendo Albert J. Hebert, do Cônego José Luiz Marinho Villac, do Bispo Eugene J. Driscoll, e, sobretudo, de Sua Santidade João Paulo II? Estes expoentes líderes católicos são bobos ou mutreteiros? Bem, só Dom Aloísio pode responder a estes questionamentos.

1.7. Ela faz milagres?
É de domínio público que inúmeras pessoas alegam ter recebido bênçãos mil, mediante a intercessão de Maria. O Dr. Aníbal (ex-padre) asseverou que tais milagres, quando não são auto-sugestão, ou mentira, são obra do diabo.[30] E realmente há diversas passagens bíblicas que atestam que Satanás também opera milagres (2Tessalonicensse, cap. 2. v.9; Êxodo, caps. 7-8; Mateus, cap. 7, vv. 21-23; Atos dos Apóstolos, cap. 26, v. 18; 2 Coríntios, cap. 11, v.14; 2Tessalonicenses, cap. 2, v. 9, etc.). Deve ser por isso que este pensamento predomina entre os evangélicos. Contudo, há protestantes que admitem a possibilidade de Deus ter atendido a tais rezas, “por não levar em conta a ignorância do adorador da ‘santa’”. Este autor ouviu um ex-Padre dizer isso num de seus sermões. Os que esposam esse parecer também se julgam fundamentados na Bíblia, a qual, segundo interpretam, diz que Deus não tem em conta os tempos da ignorância (Atos dos Apóstolos, cap. 17, v. 30). Com quem está a razão? É o diabo quem faz tais milagres, é auto-sugestão, é mentira, ou é Deus? Bem, já que há divergência entre os evangélicos quanto a isso, é de se esperar que o leitor se interesse em saber a minha opinião pessoal sobre este assunto. E é com enorme prazer que lhe informo que penso tal qual o ex-Padre Aníbal.

1.8. Avaliando o teor do culto a Maria
Já fizemos constar que os clérigos católicos confessam que não prestam a Maria o culto supremo do qual só Deus é digno. O Vaticano II garante que o culto a Maria “de nenhum modo diminui o culto latrêutico dado a Deus Pai por Cristo no Espírito”. É, pois, de se esperar que exaremos o que os protestantes dizem disso. Vejamos, então, as considerações abaixo:

a) [O Rosário, segundo o dicionarista Aurélio] “é uma enfiada de 165 contas, correspondentes ao número de 150 ave-marias e 15 padre-nossos” [...];[31]
b) [...] O Terço é assim chamado porque o número de suas contas corresponde a um terço do Rosário. Logo, ele é uma enfiada de 55 contas, correspondentes ao número de 50 ave-marias e 5 padre-nossos. Nestes dois exemplos [...], a Cristo coube apenas menos de um décimo da devoção a Maria [...] (Ibidem);
c) [...] Se o leitor ainda não notou, note e verá que a grande maioria das estampas religiosas afixadas nos carros dos católicos, é de Maria” [...] (Ibidem);
d) [...] nos últimos [...] anos os católicos têm intensificado a distribuição de folhetos evangelísticos. Vários desses panfletos já nos foram presenteados [...]. E por mais incrível que possa parecer, mais de 90% dos folhetos que ganhamos não enfatizam o nome de Jesus; antes falam de Maria. O nome Jesus [...] é mencionado de passagem. Ele não é o personagem central da mensagem (Ibidem).

O clero católico sustenta que “‘A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão’”.[32] Isto significa que, de acordo com a fé católica, não existe cristianismo sem marianismo. Ou seja, o culto a Maria não é opcional. Você pode ser católico sem ser devoto de São José, ou de Santo Agostinho, ou de São Sebastião... Mas nunca será verdadeiro católico, sem ser devoto de Maria, visto que o marianismo é intrínseco ao culto cristão. Estou interpretando mal? Não me parece. E posso provar que não estou só. Ombreia-me um dos maiores teólogos católicos, a saber, o Padre Dom Estêvão Bettencourt: [...] “a devoção a Maria não é facultativa, ao passo que a devoção a São Francisco ou São bento o é”.[33] E o porquê disso reside no fato de que segundo a Igreja Católica, Maria é o pescoço que liga o corpo à cabeça, isto é, que liga a Igreja a Cristo. Eis as provas: 1) "A plenitude da graça estava em Cristo como sendo nossa cabeça; estava em Maria por ser ela medianeira entre Cristo e nós, tal como o pescoço transmite ao corpo a vida que vem da cabeça" (LIGÓRIO, Afonso Maria de. Glórias de Maria. Aparecida do Norte: Editora Santuário. 19 ed. 2005, p. 25); 2) O Papa Leão XIII observou numa encíclica em 1892, que “[...] nada nos é concedido senão por Maria. Como ao Pai celeste só chegamos por meio do Filho, assim semelhantemente só por meio de Maria, chegamos ao Filho” (Ibidem, nota de rodapé).

Observação: Tanto as Bíblias católicas, quanto as Bíblias evangélicas traduzem a última parte de Mateus cap. 4, v. 10, de duas maneiras: “só a ele prestarás culto” e “só a ele servirás”. Quanto a este exemplo, ambas as traduções estão corretas, visto que, neste caso, servir refere-se à prestação de serviço sagrado a Deus, o que implica em adoração ou culto. Outra tradução possível, seria: “Diante do Senhor, teu Deus, te prostrarás e só a Ele prestarás santo serviço”.

NOTAS REFERENTES AO CAPÍTULO I

1 Catecismo da Igreja Católica. Petrópolis e São Paulo: Vozes e Loyola, 1993, p. 274,
grifo nosso.
2 Compêndio do Vaticano II. Petrópolis: Vozes, 2000, p. 103, grifo nosso.
3 FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Aurélio da Língua
Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira S. A., 1986, p. 897.
4. BETTENCOURT, Estêvão. Católicos Perguntam. Santo André: O Mensageiro de
Santo Antônio. 2004, p. 103.
5 ANKERBERG, John e WELDON, John. Os Fatos Sobre o Catolicismo Romano. Porto
Alegre: Obra Missionária Chamada da Meia-Noite, 1997, pp. 66-74.
6 Compêndio do Vaticano II. Op. cit., pp. 111-112.
7 Catecismo da Igreja Católica. Op. cit., p. 561.
8 Bíblia Apologética. São Paulo: ICP Editora, 2000, p. 101.
9 Compêndio do Vaticano II. Op. cit., p. 102 (Grifo nosso).
10 Catecismo da Igreja Católica. Op. cit., pp. 561-562 (O grifo não é nosso).
11 ARMANI, Tony. O que todos devem saber sobre o catolicismo romano. São Paulo:
Press Abba, 2000, p. 33 (Ggrifo nosso).
12 FERREIRA:1986, p. 49.
13 VINE, W. e UNGER, Merril F. e WHITE JR, William. Dicionário Vine. Rio de Janeiro:
Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD), 2003, p. 31.
14 Catecismo da Igreja Católica. Op. cit., pp. 380-381. Grifo nosso).
15 Bíblia Apologética. Op. cit., p. 102. Citando BEINERT, Wolfgang, et all. O culto a
Maria Hoje. 3 ed. São Paulo: Edições Paulinas. 1980, p. 33.
16 Compêndio do Vaticano II. Op. cit., p. 111.
17 HURLBUT, Jesse Lyman. História da igreja cristã. São Paulo: Vida, 1995, P. 80.
18 NICHOLS, Robert Hastings. História da Igreja Cristã. São Paulo: Cultura Cristã, 11
ed., 2000, pp. 83-84.
19 SAUSSAYE, Chantepie de la. et al. História das religiões. Lisboa: Inquérito, 1940,
pp. 819-820.
20 BITTENCOURT, Estêvão. “Polêmica cega”. Pergunte e Responderemos. Rio de
Janeiro, Lúmen Christi, mar. 2003, pp. 136-138.
21 KOOGAN, Abrahão e HOUAISS, Antônio. Enciclopédia e Dicionário. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1993, pp. 948, 1130, 1245, 1377, 1419.
22 WOODROW, Ralph. Babilônia: a Religião dosMmistérios. Recife: Associação
Evangelística, 1966, p. 51 (Grifo nosso).
23 JETER, Hugh P. Será Mesmo Cristão o Catolicismo Romano?. 2 ed. Rio de Janeiro:
Betel. 2000, p. 73 (Grifo nosso).
24 COSTA, Airton Evangelista da. A verdade Sobre Maria. A. D. Santos Editora. 2004,
pp. 13-14.
25 ARTONI, Camila e NOGUEIRA, Pablo. “A Face Feminina de Deus”. Galileu. São
Paulo: Globo, 149, dez. 2003, pp. 18-26.
26 Instituto Cristão de Pesquisas. Série Apologética. São Paulo: 2002, v. I, p. 74.
27 (BOYER, Horlando. Heróis da fé. Rio de Janeiro: CPAD. 31 ed. 2005, p. v).
28 Bíblia sagrada. Trad. Padre Antônio Pereira de Figueiredo. São Paulo: Novo Brasil
Editora Ltda. Êxodo, cap. 20. vv. 4 e 5. s.d.
29 HEBERT, Albert J. Maria, Por que Choras? Rio de Janeiro: Edições Louva-a-Deus.
3 ed. 1991, pp. 1, 3, 34, 36.
30 REIS, Aníbal Pereira dos. Milagres e Cura Divina. São Paulo: Caminho de Damasco,
1975, p.35.
31 SANTANA, Joel. A “Virgem” Maria É uma Deusa? Rio de Janeiro: Voz Evangélica,
2002, p. 22.
32 Catecismo da Igreja Católica, op. cit., p. 274, grifo nosso.
33 BETTENCOURT, Estêvão Tavares. Católicos Perguntam. Santo André: O
Mensageiro de Santo Antônio, 2004, p. 103.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Jesus em cada livro do Antigo Testamento

Em João 1.1-4 e 14 lemos a respeito dEle: “No princípio era o Verbo (a Palavra), e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens… E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” Por isso encontramos o Filho de Deus já no Antigo Testamento:

Em Gênesis, Ele é chamado de “semente da mulher”.

Em Êxodo, Ele é o cordeiro pascal.

Em Levítico, Ele é apresentado como sumo sacerdote.

Em Números, Ele é a coluna de nuvem de dia e a coluna de fogo à noite.

Em Deuteronômio, Moisés fala dEle como sendo profeta.

Em Josué, Ele é o líder da nossa salvação.

Em Juízes, Ele aparece como nosso juiz e legislador.

Em Rute, Ele é resgatador.

Em 1 e 2 Samuel vemos a Jesus como nosso verdadeiro profeta.

Em Reis e Crônicas, Ele é o nosso Senhor Soberano.

Em Esdras, Ele aparece como o homem que restaura os muros caídos de nossa existência humana.

Em Neemias, vemos o Senhor como nossa força.

Em Ester, Ele é o nosso Mordecai.

Em Jó, Ele é chamado de nosso Salvador eternamente vivo.

Nos Salmos, Ele é nosso bom pastor.

Em Provérbios e Eclesiastes, Ele brilha como nossa sabedoria.

Em Cantares, Ele é o noivo que nos ama.

Em Isaías, Ele é chamado de “Príncipe da paz”.

Em Jeremias, Ele aparece como o “renovo de justiça”.

Em Lamentações, Ele é nosso profeta que chora.

Em Ezequiel, Ele nos é apresentado como o homem maravilhoso “com quatro rostos”.

Em Daniel, Ele é o quarto homem na fornalha ardente.

Em Oséias, Ele aparece como o marido fiel, que é casado com uma infiel(Israel).

Em Joel, Ele é o que batiza com o Espírito Santo e com fogo.

Em Amós vemos Jesus como aquele que carrega nossos fardos.

Em Obadias, Ele é poderoso para salvar.

Em Jonas, Ele está diante de nós como o grande missionário para os gentios.

Em Miquéias, Ele é o Deus encarnado (Mq 5.1).

Em Naum, Ele é mencionado como o juiz escolhido por Deus.

Em Habacuque, Ele é o evangelista de Deus que clama: “Aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos” (Hc 3.2).

Em Sofonias, Ele se manifesta como nosso Salvador.

Em Ageu, Ele é o restaurador da herança de Deus perdida.

Em Zacarias, Ele é apresentado como a fonte aberta da casa de Davi que purifica os pecados e as impurezas.

Em Malaquias, Ele se mostra como o “sol da justiça” com a “salvação nas suas asas” (Ml 4.2).

http://www.ajesus.com.br/mensagens/revelacaodejesus.shtml

Qual o Problema em Gostar de Pornografia?

Afinal, o que é pornografia mesmo?

Alguém já disse que é mais fácil reconhecer a pornografia do que defini-la. Os dicionários nos dizem que pornografia é o caráter imoral ou obsceno de uma publicação. Material pornográfico é aquele que descreve ou retrata atos ou episódios obscenos ou imorais. Essas definições não ajudam muito, pois conceitos como “obscenos” e “imorais” são bastante subjetivos no mundo de hoje. Classificar material pornográfico em “soft” (nudez e sexo implícito) e “hardcore” (sexo explícito contendo cenas de degradação, violência e aberrações) só ajuda didaticamente. Para muitos, Playboy é uma revista pornográfica. Para outros, não. Entretanto, da perspectiva da ética bíblica, a definição acima é mais que suficiente.

A popularidade da pornografia
É exatamente pela complexidade do assunto, agravado pela omissão de boa parte das igrejas no Brasil, que muitos evangélicos estão confusos quanto ao mesmo, e não poucos são viciados em alguma forma de pornografia. Aqui estão as minhas razões para essa constatação:

1) A tremenda popularidade da pornografia no mundo de hoje. Uma estatística de 1995 revelou que os americanos gastam mais em pornografia do que em Coca-Cola. Não é difícil de imaginar que a situação no Brasil não seria muito diferente. Até países antigamente fechados, como a China, em 1993 assistiu a uma enxurrada de material pornográfico em seus limites, após ter aberto, mesmo que um pouco, as suas fronteiras para receber ajuda estrangeira. Mensalmente, cerca de 8 milhões de cópias de revistas pornográficas circulam no Brasil. Em 1994 a venda de vídeos pornôs chegou perto de 500 milhões de dólares. Não é de se admirar que as locadoras reservam cada vez mais espaço nas prateleiras para esses vídeos. Segundo uma pesquisa, em 1992, 1 a cada 4 brasileiros assistiu a um filme de sexo explícito. O mesmo fizeram 13% das mulheres entrevistadas. Em 1995 esse número dobrou para os homens e aumentou um pouco em relação às mulheres.

2) A imensa facilidade para se conseguir material pornográfico no mundo de hoje. Como na maioria dos demais países “civilizados” (uma conhecida exceção é o Irã) material pornográfico pode ser encontrado e consumido facilmente no Brasil em diversas formas: cinema, canais abertos de televisão, televisão a cabo e no sistema “pay-per-view”, internet, fitas de vídeo, CD-ROMs com material pornográfico, gravuras, exposições de arte erótica, livros, revistas e vídeogames, entre outros. Parece não haver fim à criatividade do homem em utilizar-se dos avanços tecnológicos para a difusão da pornografia. Como disse o escritor francês Restif de la Bretone no século 18, “La dépravation suit le progrès des lumières” (”A depravação segue o progresso das luzes”).

O que tem de mais em ver pornografia?
Muito embora os evangélicos em geral sejam contra a pornografia (alguns apenas instintivamente) nem todos estão conscientes do perigo que ela representa. Menciono alguns deles em seguida:

1) Consumir deliberadamente material pornográfico é violar todos os princípios bíblicos estabelecidos por Deus para proteger a família, a pureza e os valores morais. A própria palavra “pornografia” nos aponta esse realidade. Ela vem da palavra grega pornéia, que juntamente com mais outras 3 palavras (pornos, pornê e pornéuo) são usadas no Novo Testamento para a prática de relações sexuais ilícitas, imoralidade ou impureza sexual em geral. Freqüentemente essas palavras de raiz porn- aparecem em contextos ou associadas com outras palavras que especificam mais exatamente o tipo de impureza a que se referem: adultério, incesto, prostituição, fornicação, homossexualismo e lesbianismo. O Novo Testamento claramente condena a pornéia: ela é fruto da carne, procede do coração corrupto do homem, é uma ameaça à pureza sexual e devemos fugir dela, pois os que a praticam não herdarão o reino de Deus. A pornografia explora exatamente essas coisas — adultério, prostituição, homossexualismo, sadomasoquismo, masturbação, sexo oral, penetrações com objetos e — pior de tudo — pornografia infantil, envolvendo crianças de até 4 anos de idade.

2) Consumir deliberadamente material pornográfico é contribuir para uma das indústrias mais florescentes do mundo e que, não poucas vezes, é controlada pelo crime organizado. Segundo um relatório oficial em 1986, a indústria pornográfica nos Estados Unidos é a terceira maior fonte de renda para o crime organizado, depois do jogo e das drogas, movimentando de 8 a 10 bilhões de dólares por ano. Acredito que o quadro é ainda pior hoje. A indústria da pornografia apoia e promove a indústria da prostituição e da exploração infantil. O dinheiro que pais de família gastam com pornografia deveria ir para o sustento de sua família. Alguns podem alegar que consomem apenas material soft contendo somente cenas de nudez — esquecendo que esse material é produzido pela mesma indústria ilegal que produz e distribui a pornografia infantil.

Pornografia e a escalada da violência
Não são poucos os relatórios feitos por comissões de pesquisadores que denunciam a estreita relação entre a pornografia e a crescente onda de estupros, assédio sexual e exploração infantil nos países “civilizados”. Vários dos temas mais comuns em pornografia do tipo hardcore incluem cenas de seqüestro e estupro de mulheres, geralmente com espancamento e tortura, além de outras formas obscenas de degradação. A mensagem que a pornografia passa aos consumidores é que quando a mulher diz “não” na verdade está dizendo “sim”, e que se o estuprador insistir, ela não somente aceitará como também passará a gostar. Assim, a violência contra a mulher é exposta como algo válido e normal. A mulher é vista como objeto sexual a ser usado ao bel-prazer dos homens.

Uma outra forma de hardcore é a pornografia infantil. Esse material exibe cenas de sexo envolvendo crianças e adolescentes. Em alguns casos, crianças aparecem assistindo a cenas de sexo oral por adultos, em outras, são violentadas e estupradas por adultos. Já em outras, fazem sexo entre si. Esse material ilegal, mórbido, desumano e obsceno está disponível pela Internet até mesmo em servidores estacionados em universidades federais, conforme denúncias de jornais em dias recentes. Grandes provedores têm seções onde usuários podem bater papo sobre sexo e trocar imagens de sexo explícito com crianças, algumas delas tão degradantes, segundo uma denúncia feito pelo Instituto Gutemberg em Julho de 1997, que faz da revista “Penetrações Profundas” uma publicação para freiras.

Associado com a pornografia hardcore está o surto de violência sexual contra as mulheres e crianças nas sociedades modernas onde esse material pode ser obtido facilmente. Estudos por especialistas americanos mostram que existe uma estreita relação entre pornografia e a prática de crimes sexuais. Eles afirmam que 82% dos encarcerados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes admitiram que eram consumidores regulares de material pornográfico. O relatório oficial do chefe de polícia americano em 1991 diz: “Claramente a pornografia, quer com adultos ou crianças, é uma ferramenta insidiosa nas mãos dos pedofílicos [viciados em sexo com crianças]“. A pornografia está estreitamente associada ao crescente número de estupros nos países civilizados. Só nos Estados Unidos, o número conhecido pela polícia cresceu 500% em menos de 30 anos, que corresponde ao aumento da popularidade e facilidade em se encontrar material pornográfico. Cerca de 86% dos condenados por estupro admitiram imitação direta das cenas pornográficas que assistiam regularmente.

Crentes “voyeurs”?
Há boas razões para acreditarmos que o número de evangélicos no Brasil que são viciados em pornografia é preocupante. Pesquisadores estimam que nos Estados Unidos cerca de 10% dos evangélicos estão afetados. Considerando que no Brasil a facilidade de se obter material pornográfico é a mesma — ou até maior — que nos Estados Unidos, considerando que a igreja evangélica brasileira não tem a mesma formação protestante histórica da sua irmã americana, considerando a falta de posição aberta e ativa das igrejas evangélicas brasileiras contra a pornografia, como acontece nos Estados Unidos, não é exagerado dizer que provavelmente mais que 10% dos evangélicos no Brasil são consumidores de pornografia. Talvez esse número seja ainda conservador diante do fato conhecido que os evangélicos no Brasil assistem mais horas de televisão por dia que muitos países de primeiro mundo, enchendo suas mentes com programas que promovem a violência e o erotismo, e assim abrindo brechas por onde a pornografia penetre e se enraize.

Mais preocupante ainda é a probabilidade de que grande parte desse percentual é de jovens evangélicos adolescentes. Uma pesquisa feita por Josh McDowell em 22 mil igrejas americanas revelou que 10% dos adolescentes havia aprendido o que sabiam sobre sexo em revistas pornográficas. 42% deles disse que nunca aprendeu qualquer coisa sobre o assunto da parte de seus pais. E outros 10% confessaram ter assistido a um filme de sexo explícito nos últimos 6 meses. Uma extrapolação, ainda que conservadora, para a realidade das igrejas brasileiras é de deixar pastores e pais em estado de alarme.

O escândalo envolvendo o pastor Jimmy Swaggart em 1988 revelou abertamente uma outra face do problema, que há pastores evangélicos que também são viciados em pornografia. Uma pesquisa feita em 1994 entre pastores evangélicos americanos revelou uma relação estreita entre o consumo de pornografia e a infidelidade conjugal. Por causa do receio de serem apanhados e de estragarem seus ministérios, muitos pastores optam por consumir pornografia como voyeurs a praticar o adultério de fato, embora alguns acabem eventualmente caindo na infidelidade prática. Quando eu me preparava para escrever esse ensaio, li diversos artigos sobre pornografia publicados em revistas americanas e européias de aconselhamento pastoral. Muitos deles são abertamente dirigidos para ajudar pastores viciados em pornografia.

Falta de decência
Infelizmente parece que estamos nos acostumando à falta de decência. Tornamo-nos como os pagãos. Temos a mesma atitude que eles têm para com a nudez e a exposição dos órgãos sexuais. A arqueologia revelou que em muitas das paredes dos templos pagãos cananitas, que foram destruídos pelos israelitas quando conquistaram a terra (Lv 26.1; Nm 33.52), havia desenhos de órgãos sexuais masculinos e femininos. Essas são as formas mais antigas de pornografia que conhecemos. Os cananitas aparentemente representavam os órgãos genitais nas paredes para excitar os adoradores e estimulá-los à prática da prostituição sagrada. Os israelitas, em contraste, tinham uma atitude totalmente diferente quanto à exposição dos órgãos sexuais. Em suas Escrituras Sagradas estava escrito que Deus cuidou em cobrir a nudez do primeiro casal após a queda (Gn 2:25; 3:7-10). Havia uma preocupação em que as vestimentas cobrissem os órgãos genitais, ao ponto de que havia uma determinação na lei de Moisés de que o sacerdote deveria ter cuidado para não subir as escadas do altar de forma a deixar que seus órgãos genitais ficassem expostos (Dt 20:26). Cão, o filho de Noé, foi condenado por ter visto a nudez de seu pai. A própria Bíblia se refere à genitália de forma reservada, usando às vezes eufemismos como “nudez” (Lv 18), “pele nua” (Ex 28.42), “membro viril” (Dt 23.1), “entre os pés” (Dt 28.57) e “parte indecorosa” (1 Co 12.23), só para citar alguns exemplos.

Podemos fazer alguma coisa, sim!

Acredito que os pastores e as igrejas evangélicas no Brasil podem fazer algumas coisas: ler os estudos e relatórios sobre os efeitos da pornografia feitos por comissões especializadas; pregar sobre o assunto e especialmente dar estudos para grupos de homens; desenvolver uma estratégia pastoral para ajudar os membros das igrejas que são adictos à pornografia; não esquecer que muitos pastores podem precisar de ajuda eles mesmos; criar comissões que se mobilizem ativamente contra a pornografia, utilizando-se dos dispositivos legais que o permitam (uma possibilidade é encorajar os políticos evangélicos a tomar posições bem definidas contra a pornografia); desenvolver uma abordagem que trate da sexualidade de forma bíblica, positiva e criativa; tratar desses temas desde cedo com os adolescentes da Igreja expondo o ensino bíblico de forma positiva; orar especificamente pelo problema.

Não estou pregando uma cruzada de moralização, embora evidentemente a igrejaevangélica brasileira poderia tirar bastante proveito de uma. A pornografia é um mal de graves conseqüências espirituais e sociais embora não acredite que devamos fazer dela o inimigo público número 1, como algumas organizações moralistas e fundamentalistas dos Estados Unidos. Afinal de contas, a raiz desse problema — e de outros — é o coração depravado e corrompido do homem, que só pode ser mudado pelo Evangelho de Cristo. Hitler conseguiu em 4 anos banir da Alemanha todas as formas de pornografia e perversão e incutir na geração jovem de sua época a aspiração por altos valores morais e pela pureza da raça ariana. Os motivos eram errados e o projeto de Hitler acabou no desastre que conhecemos. Não acabaremos com a depravação moral somente com leis e discursos políticos. Jack Eckerd, um empresário milionário dono de um negócio que rendia mais de 2,5 milhões de dólares por ano, ao se converter a Cristo em 1986, determinou que todas as publicações pornográficas vendidas em suas 1.700 lojas fossem retiradas, mesmo que isso significasse a perda de alguns milhões de dólares anuais. Quando o coração é mudado as mudanças morais seguem atreladas.

Por: Rev. Augustus Nicodemus

estudo disponível no site www.ipb.org.br

Árvore de Natal

Introdução

Observado por quase todos os cristãos, o dia de natal que, no Ocidente, é comemorado em 25 de dezembro e, no Oriente, como na Igreja Ortodoxa Russa, em 6 de Janeiro, traz em si uma mistura de cultos pagãos e o desejo, não muito puro, que tiveram as autoridades da igreja romana de substituir festas pagãs, pelo nascimento de Jesus, nosso Senhor.
A primeira destas celebrações que tentaram "cristianizar" era a festa mitraica (a religião persa rivaliza com o cristianismo naqueles dias) do natalis invict Solis (nascimento do vitorioso Sol). Havia também várias outras festividades pagãs decorrentes do solstício de inverno quando o Sol começa a se aproximar da Terra no hemisfério norte, fazendo com que os dias comecem a ficar mais longos, como as saturnalia em Roma, festa pagã com muitos excessos. Nesta festividade, permitia-se aos escravos terem os mesmos direitos que os seus senhores. E havia, ainda, os cultos solares entre os celtas e os germânicos.


Como chegaram a data do natal ...


Existia uma pluralidade de datas sugeridas pelos eclesiásticos para a comemoração do Natal: 2 se janeiro; 25 de março; 18 de abril; 19 de abril; 20 de maio; e 25 de dezembro. Esta última surgiu, como o dia de natal, pela primeira vez, no calendário de Philocalus, no ano de 354 da nossa era.
A idéia de arranjar um dia para comemorar o nascimento de Cristo não existia na época dos apóstolos, que não tiveram, também, a preocupação de guardar a cruz em que o Senhor foi crucificado. E, por estas atitudes, temos de agradecer a Deus. Imagine se houvesses guardado a cruz de Cristo, que culto idólatra se faria hoje, no mundo à "santa cruz"? Por quase 250 anos, a Igreja não se deu o trabalho de comemorar o nascimento do Senhor. Eles estavam preocupados em ensinar a razão da vinda dEle, e não o seu dia natalício, o que quase, se comemorado, certamente se tornaria um objeto de idolatria, tal como se vê hoje.
O rei Ezequias teve de quebrar a serpente que Moisés erguera no deserto, pois ela havia se transformado num objeto de adoração.
No ano 145, Orígenes, considerado um dos pais da Igreja, repudiou a idéia de determinar um dia para a festividade do natal, afirmando que queriam comparar o Senhor Jesus a um faraó.
Foi nos dias de Hipólito, bispo de Roma, na primeira metade do século III d.c., que encontramos a primeira evidência histórica da celebração do dia do nascimento do Senhor Jesus Cristo. A princípio, ele escolheu a data de 2 de janeiro, enquanto outros preferiam as datas já mencionadas. Antes disso, 6 de janeiro era considerado o dia do batismo de Jesus por João Batista, e acreditavam ser esta a data do nascimento espiritual de Cristo. Havia quem a celebrasse como a do seu nascimento físico.
Entre os anos 325 e 354 d.c., transferiram a comemoração para od ia 25 de dezembro. Finalmente, em 440 d.c. entre tantas baboseiras que inventaram para justificar a fé em Cristo, oficializaram 25 de dezembro como o dia do nascimento do nosso Salvador. A proposta até parecia justa, queriam cristianizar grandes festas pagãs realizadas neste dia. No entanto, para desfazer erros, criaram outro maior.
Há um método mitológico que dizem ser capaz de calcular a data da criação como sendo 25 de março. Com este entendimento, os "sábios" calcularam que Cristo, a Nova Criação, o Infante-Rei, o único Intermediário entre Deus e o homem, também teria sido concebido nesta data. Logo, nove meses depois, ou seja, 25 de dezembro, seria o natal.

A origem da árvore de natal


A árvore de natal é de origem germânica. No tempo de São Bonifácio, foi dotada para substituir os sacrifícios ao Carvalho sagrado de Odin, adorando-se uma árvore em homenagem ao Deus-menino.
No Carvalho sagrado de Odin, eram colocados presentes, para que as crianças pegassem, fato parecido com o que acontece hoje nas festas de Cosme e Damião, em que as pessoas oferecem doces e presentes à criançada.
Odin era um deus da mitologia germânica, chamado também de Wotan. Era considerado o demônio do mundo. Tinha dois irmãos, Vili e Vé. Segundo a lenda, Odin e seus irmãos mataram o gigante Ymir e de sua carne formaram o mar; dos ossos, criaram as montanhas; dos cabelos, fizeram as árvores; e do seu crânio, a abóbada celeste. Fizeram, ainda, de dois troncos de árvore, o primeiro par humano, Ak e Embla. Esta é uma explicação groseira que o inferno usa para susbtituir os atos da criação que o nosso Deus realizou, tal como descritos em Gênesis I.
A principal função "divina" de Odin era a de deus da guerra; trazia na mão a lança Gungir, cujo golpe nenhuma força poderria conter, e montava o cavalo Sleipnir, que tinha oito patas, e no qual cavalgou até Yggdrasill, árvore onde se sacrificou, para si mesmo, pendurado por uma lança nesta "Árvore do Mundo"(ou "Grande Árvore").
Ele tinha, ainda, o Dom de tomar múltiplas formas. Quando surgia como humano, adquiria as feições de um homem barbudo, caolho, usando um chapéu de abas largas e se envolvia numa vasta capa.
Como os "santos" romanos não conseguiam acabar com esta adoração fetichista, trocaram a adoração à "Árvore do Mundo" pela árvore de natal.
Atualmente, o natal é celebrado as mais variadas maneiras. A mais perversa é o sentido comercial que ele tomou; em que os comerciantes enfeitavam suas lojas, as prefeituras fazem o mesmo com as cidades, as famílias se reúnem, não para comemorar o nascimento do Salvador, mas para festejar o natal com bebidas, carnalidade e tantas coisas mais.
Para a comemoração do natal, não é de hoje que v'rias idéias foram criadas, a fim de tornar a celebração mais emcoionante, idéias estas que dariam mais vida à festa de natal. Coube a São Francisco de Assis a introdução do presépio no século XIII. Quanto à figura lendária de Papai Noel, ela deriva-se de São Nicolau (século IV d.c.), bispo da Ásia Menor, que, ao contrário da figura bonachona e barbuda do conhecido Bom Velhinho, era austero, porém com reputação de homem que fazia o bem e era generoso.
Os compositores, alguns sem o menor amor ao Senhor, fizeram lindas canções, em que, ao ouvi-las, tem-se a idéia de que não existem problemas no mundo. No instante em que as famílias brindam, desejando feliz natal uns aos outros, do lado de fora das casas, todas decoradas, cada uma competindo com a outra, na decoração, pessoas miseráveis continuam a trilhar os mesmos caminhos duros que já percorrem os seus ancestrais.
Resta uma pergunta que responde a toda e qualquer indagação sobre se devemos ou não comemorar o natal de Jesus: será que o Espírito Santo se esqueceu de colocar, na Palavra de Deus a data ou qualquer orientação para que a comemorássemos, ou será que o que estamos fazendo não é da vontade do Senhor?

Fonte: Estudo retirado da revista Carta Viva do Missionário R.R. Soares
Edição de Novembro de 1998 - Nº 39

Quem foram os irmãos Cosme e Damião?

oi numa tarde bem bonita do dia 27 de setembro, que Leandro recebeu a visita do seu amigo Juninho. Ele veio convida-lo para juntos apanharem saquinhos de doces de “Cosme e Damião”.

- Juninho, você sabe que eu gosto de sair com você, mas, pegar doces de Cosme e Damião, eu não vou.

- Ué, você tem alguma coisa contra Cosme e Damião?

- Bem, é claro que não! Eles eram seguidores de Jesus Cristo, assim como eu sou. Você sabia Juninho?

- Pra falar a verdade, não.

- Então posso contar só um pouco da vida deles?

- Claro que sim, você me deixou curioso. Pode contar!

- Eles nasceram na Arábia no terceiro século depois de Cristo, eram gêmeos e seus pais eram crentes em Jesus. Quando cresceram, foram estudar num lugar chamado Síria, e lá se tornaram médicos. Mas eles tinham um apelido muito interessante: “ANARGIROS”.

- O que isto significa?

- Quer dizer, “INIMIGOS DO DINHEIRO”, pois eles não cobravam nada, nenhum centavo pelo trabalho deles.

- Já que eles trabalhavam de graça, começaram a ser conhecidos atraindo assim muita gente para ouvir a mensagem que eles pregavam sobre o Salvador Jesus Cristo, nosso Senhor.

Tem mais!

Havia um homem muito mau que odiava os que eram cristãos.


O nome dele era Diocleciano, imperador romano.


Esse homem perverso, mandou para a cidade de Egéia, aonde estavam Cosme e Damião, um representante de nome Lísias. Então, sob o comando dele, começaram a torturar Cosme e Damião. Finalmente, depois de tortura-los... cortaram suas cabeças. Desse modo eles foram mortos no ano 283 depois de Cristo.

- Que coisa triste!

Mas, eles foram mortos só porque trabalhavam de graça como médicos?

- Não, Juninho, não foi isso. O motivo foi outro! Vou lhe contar:

Diocleciano, o Imperador Romano, odiava os cristãos porque eles eram fiéis a Jesus Cristo e não adoravam os ídolos fabricados por mãos humanas. Lísias mandou que eles adorassem ou se ajoelhassem diante diante de algumas imagens. Porém como seguidores de Jesus, nunca poderiam fazer isso.


A Bíblia diz:


"Não farás para ti imagens de escultura, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás, porque eu o Senhor teu deus, sou Deus zeloso...” Êxodo 20:4-5.


Foi então por obedecerem as ordens de Deus e não se encurvarem ou rezarem às imagens que eles morreram.

- Agora eu fiquei confuso, Leandro.

- Por que Juninho?

- É que lá em casa tem IMAGENS de São Cosme e São Damião. E minha mãe sempre ensina a gente a rezar pedindo a proteção a eles.

- E você acha que isso é certo? Você acha que Cosme e Damião se ajoelhariam ou rezariam para uma imagem pedindo proteção ou ajuda?

- Eu acho que não! Eles morreram justamente por não fazer o que eu e minha família fazemos.

- Como você acha que eles se sentiriam vendo vocês fazendo isso?

- Acho que ficariam tristes.

- E quem mais ficaria triste?

- Será que JESUS CRISTO também ficaria triste!?

- Isso mesmo Juninho!

Pois foi Jesus quem falou:


“Eu sou o caminho e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao pai, senão por mim.” (João 14:6)


Portanto não adiante pedir nada a Cosme e Damião, a São João, São Paulo, Santa Maria ou outro “santo” qualquer.


Devemos buscar somente a JESUS, o FILHO DE DEUS.


Foi Ele que morreu por nós numa cruz, ressuscitou ao terceiro dia e hoje roga a DEUS por nós. ( I Timóteo 2:5; I João 2:1)

- Isso quer dizer que comer doces de Cosme e Damião está errado?

- Bem, Juninho, gosto muito de doce. Se eu quiser comer, compro um. Eu não como os doces de Cosme e Damião, porque quem distribui doces nesse dia faz isso porque fez promessas a eles.

E você sabia que esses doces são oferecidos aos “santos”, em algum terreiro de macumba ou centro espírita como pagamento de promessas?


E se eu comer estarei apoiando e concordando com o erro deles.

A Bíblia diz que não pode haver amizade entre luz e escuridão, nem entre Jesus e o diabo. (II Coríntios 6:14-16)


E, a Bíblia diz mais:


“DEUS É LUZ E NELE NÃO HÁ TREVAS NENHUMA”.


Além disso, esses que parecem ser “santos” nos terreiros ou centros, são na realidade demônios (ajudantes do diabo) que estão enganando tais pessoas. (I Coríntios 10:19-21)

Viu, porque não como os doces, balas e salgados de Cosme e Damião?

Pois a Bíblia diz em Romanos 10:11 que aquele que crê em JESUS nunca fica confundido ou em dúvidas nesse assunto.

- Agora entendi! Não vou mais atrás desses doces. Gostei da verdadeira história de Cosme e Damião, e quero saber mais de Jesus.

- Que bom você agora tomar esta decisão!

- Conte-me Leandro, onde você conseguiu estas informações?

- Minha mãe fez a pesquisa na Enciclopédia Universal Ilustrada Europeo-Americana (Volume 15, págs. 1140-1142).

- Que bom! Mas o melhor foi saber que Jesus é o Filho de Deus, amigo das crianças e Salvador dos que crêem nele


Fonte: APEC – Aliança Pró Evangelização das Crianças

A Origem do Carnaval

O Carnaval, essa festa que arrebata multidões para as ruas, promove desfiles suntuosos, comelança, excessos em geral e também muita violência, liberalidade sexual etc.
Ao estudarmos a origem do Carnaval, vemos que ele foi uma festa instituída para que as pessoas pudessem se esbaldar com comidas e festa antes que chegasse o momento de consagração e jejum que precede a Páscoa, a Quaresma. Veja o que a The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 nos diz a respeito:

"O Carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas e comelança que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a Quaresma.
Carnaval, provavelmente vem da palavra latina "carnelevarium" (Eliminação da carne), ticamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday)." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)

Em contra partida vemos que isso era apenas um pretexto para que os romanos e gregos continuassem com suas comemorações pagãs, apenas com outro nome, já que a Igreja Católica era quem ditava as ordens na época e não era nada ortodóxo se manter uma comemoração pagã em meio a um mundo que se dizia Cristão.

"Provavelmente originário dos "Ritos da Fertilidade da Primavera Pagã", o primeiro carnaval que se tem origem foi na Festa de Osiris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os Carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto com a Bacchanalia Romana e a Saturnalia. Durante a Idade Média a Igreja tentou controlar as comemorações. Papas algumas vezes serviam de patronos, então os piores excessos eram gradualmente eliminados e o carnaval era assimilado como o último festival antes da ascensão da Quaresma. A tradição do Carnaval ainda é comemorada na Bélgica, Itália, França e Alemanha. No hemisfério Ocidental, o principal carnaval acontece no Rio de Janeiro, Brasil (desde 1840) e a Mardi Gras em New Orleans, E.U.A. (dede 1857).
Pre´-Cristãos medievais e Carnavais modernos tem um papel temático importante. Eles celebram a morte do inverno e a celebração do renascimento da natureza, ultimamente reunímos o individual ao espiritual e aos códigos sociais da cultura. Ritos antigos de fertilidade, com eles sacrifícios aos deuses, exemplificam esse encontro, assim como fazem os jogos penitenciais Cristãos. Por outro lado, o carnaval permite paródias, e separação temporária de constrangimentos sociais e religiosos. Por exemplo, escravos são iguais aos seus mestres durante a Saturnália Romana; a festa medieval dos idiotas inclui uma missa blasfemiosa; e durante o carnaval fantasias sexuais e tabus sociais são, algumas vezes, temporariamente supensos." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)

A Enciclopédia Grolier exemplifica muito bem o que é, na verdade, o carnaval. Uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã, assim como fizeram com o Natal.
Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria. A Bacchalia era a festa em homenagem a Baco, deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega Dionísio era o deus do vinho e das orgias. Veja o que The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 diz a respeito da Bacchanalia, ou Bacanal, Baco e Dionísio e sobre o Festival Dionisiano:

"O Bacanal ou Bacchanalia era o Festival romano que celebrava os três dias de cada ano em honra a Baco, deus do vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração, o que ocasionou sua proibição em 186dC." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).

Essa descrição da Bacchanalia encaixa como uma luva em Carnaval

"Da Mitologia Romana, Baco era o Deus do vinho e da orgia. O filho de Semele e Júpiter, Baco era conhecido pelos gregos como Dionísio. Sua esposa era Ariadine."

"Dionísio era o antigo deus grego da fertilidade, danças ritualísticas e misticismo. Ele também supostamente inventou o vinho e também foi considerado o patrono da poesia, música e do drama.
Na lenda Órfica Dionísio era o filho de Zeus e Persephone; em outras lendas, de Zeus e Semele. Entre os 12 deuses do Monte Olimpo ele era retratado como um bonito jovem muitas vezes conduzido numa carruagem puxada por leopardos. Vestido com roupas de festa e segurando na mão uma taça e um bastão. Ele era geralmente acompanhado pela sua querida e atendido por Pan, Satyrs e Maenades. Ariadine, era seu único amor."

"O Festival Dionisiano era muitas vezes orgíaco, adoradores algumas vezes superavam com êxtase e entusiasmo ou fervor religioso. O tema central dessa adoração era chamado Sparagmos: deixar de lado a vida animal, a comida dessa carne, e a bebida desse sangue. Jogos também faziam parte desse festival." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).

O Festival Dionisiano então, não parecer ser a mesma coisa que a Bacchanalia e o Carnaval?
Nós, os Cristãos, não devemos concordar de modo algum com essa comemoração pagã, que na verdade é em homenagem a um falso deus, patrono da orgia, da bebedice e dos excessos, na verdade um demônio.

Medite nisso.

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